
O mercado de clubes de benefícios e cashback cresceu rapidamente nos últimos anos, impulsionado pela busca das instituições por engajamento, retenção e geração de valor para seus públicos. No entanto, esse crescimento acelerado trouxe um problema silencioso: o risco estrutural e financeiro de modelos que não possuem lastro, governança e segurança jurídica.
Grande parte das operações atuais funciona com retenção parcial ou total do cashback, ausência de segregação financeira e falta de clareza sobre a destinação dos recursos gerados pelos usuários. Em muitos casos, o valor prometido como benefício depende exclusivamente da saúde financeira da própria empresa operadora — o que cria um risco direto para usuários e instituições contratantes.
O resultado é um mercado onde:
• o benefício prometido não é necessariamente o benefício entregue;
• o risco é transferido integralmente ao usuário final;
• e a instituição parceira assume, muitas vezes sem perceber, um passivo reputacional e jurídico relevante.
Esse cenário evidencia uma maturidade desigual no setor e reforça a necessidade de modelos financeiramente auditáveis, com lastro real e governança clara, especialmente quando o público atendido envolve grandes bases recorrentes.
